quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Ouvir e sentir (LXXXIII)

Porque durante seis dias, seis miseráveis dias, vivi na suave incerteza que se calhar, talvez...
Porque o ano está quase a acabar. E eu queria muito continuar a acreditar. Que os milagres existem. Ou que basta ter um pouco de paciência. E que os anjos de caracóis têm mesmo poderes. Queria tanto não perder a esperança.

Djavan

"Nem um dia (um dia frio)"

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terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Conversa (daquelas)

- Olha, vais levar o lixo?
- Estamos os dois de pijama e robe, porque não vais tu?
- Porque eu estou doente!!
- Ah bem, agora tocaste-me no coração...
- E porque fiz o jantar! E fiz o que TU querias!
- Anda um gajo a esforçar-se por pedir uma coisa simples, que não dê muito trabalho, para isto... para a próxima peço pato no forno com barbas de milho.
- E eu digo-te onde enfiares as barbas de milho...

E um feriado

Acordar à uma. Passar a tarde toda de pijama no sofá. A beber chá e comer tangerinas. E ver o Ice Age 3. O último dia deste fim de semana grande foi passado assim. Aninhada, confortável, serena.
Amanhã vai doer. O que me consola é saber que só trabalho mais 3 dias. Depois entro de férias.

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segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Outro domingo

Acordar tarde (e sozinha, que não se pode ter tudo...) e fazer um bolo de iogurte com maçã para levar para o almoço de colegas. Almoçar com muita bicharada à volta mais um papagaio que mia.

E trazer para casa mimos da horta.

Passar o resto da tarde no sofá a ver o Mansfield Park de 1999, que só fui procurar porque vi o post da Abby. Não fiquei desapontada, é um filme de época como eu gosto, com excelentes cenários, um bonito guarda-roupa e um final feliz. Fazer canja de galinha para juntar às litradas de chá com mel e limão que me acompanham nos últimos dias. E outro bolo de iogurte, com amêndoas e nozes.

Ouvir e sentir (LXXXII)

Porque esta música não me sai da cabeça desde que acordei (o facto de estar de férias hoje é capaz de ter alguma coisa a ver...).

Regina Spektor
"Us"

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domingo, 22 de Novembro de 2009

Recear

Hoje, pela primeira vez, tive medo da gripe A. Os nossos planos de passar um domingo em pijama foram por água abaixo quando telefonaram a avisar que a avó R. tinha caído no galinheiro. Não se magoou, foi só mais uma das crises de Ménière, que não tería acontecido se ela tomasse os medicamentos como deve de ser e não andasse a apanhar a azeitona com 89 anos.
Toca de ir buscá-la, pô-la dentro do carro e seguir para o hospital. E foi quando chegámos e entrámos naquela sala de espera superaquecida e com pessoas de máscara (quase todas mães com crianças) a serem encaminhadas para uma sala minúscula e a abarrotar de gente é que me assustei. Não é cá fora que há mais probabilidades de apanhar a doença, é ali! Aquilo é um paraíso para os vírus e toda a bicharada que anda pelo ar! Estive quase tentada a pedir uma máscara para mim, para me proteger, porque ando com o organismo ligeiramente fragilizado e pela incerteza. Optei por passar a maioria do tempo na rua, enquanto ele acompanhou a avó nas quase três horas que demorou (vá lá, vá lá...).

Delirar

- Olha aqui o nosso próximo carro! Parece uma cabra tonta aos saltos!
(e depois sou eu que estou com febre...)